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domingo, 13 de dezembro de 2009

Diário de um Ranzinza

Na madrugada saindo do Vale Open Air sou abordado com um singelo tapão nas costas por uma loira:

Loira: - Tem troco pra R$50,00?

Eu - Isso vai depender do serviço que você está querendo...


Ela não pareceu muito feliz com a resposta.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O retorno

Voltar de férias é inspirador para um Ranzinza. É impressionante como os 30 dias de paz interior construídos a base de muito ócio se vão em apenas 5 minutos.
Não tenho nada contra o trabalho. Apenas odeio todo o ritual que o envolve.
Vamos aos exemplos práticos:

-  No trabalho somos personagens. É o tal "separar o profissional do pessoal". Será que  isso funciona? Será que um babaca na vida real não é um babaca também no mundo corporativo? Eu tenho minhas dúvidas.


-  Almoços, chopps e afins. São legais, divertidos muitas vezes, mas o assunto é sempre o mesmo: trabalho.

- Rádio corredor. Todo mundo adora uma fofoca, mas tem gente que parece viver profissionalmente disso.


- Reuniões. Tem gente que marca uma reunião para marcar uma reunião. Acreditem.

- TI e Suporte Técnico em geral. Os caras criam um sistema pra burocratizar a burocracia.


- Humor de escritório. Isso é o pior mal de uma rotina de trabalho. Piadas manjadas e em repetição.

"Quem volta de férias paga o almoço."  (Ouvi 5 vezes essa)

"Po, tá sumido. Tirou 2 meses?" (Ouvi 10 vezes essa)

"Viajou? Po, queria ganhar bem assim." (Ouvi 3 vezes essa)


Portanto convoco o seguinte movimento: "Trabalhe feliz. Seja Ranzinza."

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ode à maior Banda Ranzinza de todos os tempos

Você acha que um palavrão bem colocado enriquece um frase?

Você não se sente obrigado, de maneira alguma, a elogiar algo que não o merece?

Você, inclusive, se vê com o dever de alertar ao mundo que algo é uma porcaria?

Você caga e anda pra quem não entende o seu trabalho em sua magnitude e, por isso, é desprovido da capacidade de apreciá-lo?

Você torce pro time pequeno de uma cidade em que a equipe principal já foi campeã nacional 200 vezes e não tá nem aí pra alegria do seu vizinho?

Então, se tivesse algum talento, você poderia ter feito parte de OASIS, a maior banda ranzinza de todos os tempos.

A banda criada por Liam Gallagher no início da década de 1990, e alçada ao sucesso com a adesão de seu irmão mais velho, Noel, viveu buscando o equilíbrio entre a genialidade de suas canções e a geniosidade de seus integrantes.

Na última sexta-feira, 28/agosto, o guitarrista, compositor e vocalista eventual, Noel Gallagher anunciou sua saída da banda. Mesmo que este fato venha a ser revertido, ou que a banda siga sem seu principal cérebro, neste momento em que sentimos o fim se aproximando, este blog não poderia deixar de prestar sua homenagem àqueles que cantaram ao mundo o nosso estilo de vida, a nossa visão de mundo, a nossa maneira de ser.

Destaque para a nota que o Noel divulgou à imprensa, de apenas duas frases:

"É com alguma tristeza e muito alívio que comunico que deixei o Oasis esta noite. As pessoas escreverão e dirão o que quiserem, mas eu simplesmente não poderia seguir trabalhando com o Liam nem mais um dia.
Peço desculpas a todos os que compraram ingressos para os shows em Paris, Konstanz e Milão."

Essa última frase é para provar aos iletrados que ranzinza não é sinônimo de mal-educado.